É humor quando não sou eu…

humornergo

Talvez eu esteja sendo radical demais elaborando esse texto, mas acho que um pensamento é válido, tem que ser compartilhado. Até porque, quem nunca foi lá defender o Rafinha Bastos só porque ele fez uma brincadeirinha, né? quem nunca riu de piada sobre loira burra, gay, nordestino, magro, gordo… Eu já. E foi um pequeno texto que eu li há algum tempo que me fez enxergar o quão babaca eu estava sendo.

Sou nordestina e fico indignada sim com piadas sobre nordeste. Não aquela piada que você faz com seu amigo do tipo “é que aqui no nordeste não tem luz né? hahaha”. Mas aquela que tem a intenção de realmente ferir, e se você acha que isso não existe, que piada é piada, está completamente enganado. Tem insultos atrás das piadas e atrás de cada zoação tem alguém que realmente é tocado por aquilo.

Tirar onda com seu amigo que é gordinho, na minha opinião só é válido a partir do momento que ele não vê maldade. Chamar seu primo de “nego” por achar intimidade suficiente com ele e ter isso como apelido carinhoso, é diferente. Fazer piada com coisa séria é tomar atitude que pode sim machucar alguém e isso não é frescura. Não é. E se você achar que continua sendo, porque não fica fazendo piadinha sobre suas fraquezas ou sobre si?

A imagem do post me motivou a fazer esse texto. Ela me deixou realmente triste e olha que nem “perneta” eu sou. Quero seguir uma carreira profissional que ajuda vários “pernetas” a recuperar a autoestima, a achar novamente graça na vida, a ter vontade de viver. Tudo que piadas como essa tiram.
Vejo muita reportagens de pessoas que hoje, vivem melhor com suas próteses e contam que antes não saiam de casa por se sentirem inválidas, por não quererem ser tratadas como alguém não tem mais oportunidades na vida e por se sentir completamente DIFERENTE do resto das pessoas, bem como se está ilustrado.

E não é fácil ser diferente na sociedade de hoje, tem que ser muito forte pra aceitar o olhar de desaprovação, e principalmente, piadas como as dessa imagem.

É difícil olhar o lado do outro, é sempre humor quando não sou eu.

ahh o tempo do amor…

Bom, faz tempo que não escrevo aqui e não é por não querer, é por falta de tempo (embora essa falta de tempo me tenha feito escrever esse texto). Ela tem me feito aproveitar melhor as poucas horas que tenho comigo mesma, quando eu estou no ônibus à caminho da aula ou quando eu estou no banho me arrumando pra sair. A falta de tempo tem me feito pensar que ele é curto. Que as vinte quatro horas do dia são poucas. E que se formos parar pra pensar, a gente vive muito mal.

Você deve estar se perguntando a que ponto eu quero chegar e eu te respondo dizendo que nem eu mesma sei. São duas da manhã e a única coisa que eu penso é como posso viver a vida de um modo diferente. E não tenho respostas.
Se a gente parar pra pensar, hoje as pessoas vivem em função de horário: horário da aula, do trabalho, do seminário da faculdade e até da novela. Parando pra pensar, você percebe que passa horas do seu dia com pessoas que pouco se importam com a sua vida, se você está bem, se tá precisando desabafar, saber como foi seu dia. Que terrível essas pessoas, não? E parando pra pensar mais ainda, você também é uma delas. E nem é por mal, é por falta de tempo mesmo, não se senta mais pra conversar, nem muito menos ouvir outras pessoas.

Falta tempo para praticar o amor.

Falta tempo pra viver de verdade, pra observar a natureza magnífica (e tão pouca) que temos diante de nós em um dia engarrafado no trânsito e assim nos tornarmos mais fortes pra mais uma batalha diária. Falta tempo de agradecer a pessoa que te ajudou a levar as compras do supermercado. Falta tempo de dizer “bom dia!” pro desconhecido na rua. E sem contar que não temos tempo pra sequer ouvir nosso colega que vemos todos os dias, visitar pessoas que precisam de nós nos asilos e brincar com as crianças de orfanato, então? Quem é que faz isso?

Falta tempo para praticar o amor.

Passamos grande parte da nossa vida tentando viver melhor, sem percebermos que ela passa e a gente não vive realmente. Estamos um bom tempo da vida com desconhecidos, ou pessoas que não estão no nosso laço de amizade mais forte e por isso, às vezes, nos sentimos solitários e esquecidos. E quando estamos com quem amamos, mal aproveitamos o momento pelo stress de viver às pressas. Não é assim que se vive.

Muitas coisas ruins no nosso dia-a-dia são por nossa culpa, nossa eterna mania de se achar o máximo e não precisar de ninguém, de não dividir o pacote de bala que comprou, de não ser gentil, de achar que tá ganhando a vida assim, quando na verdade tá perdendo. Tudo isso é falta de dar amor, é dando amor que se recebe, e se não receber, continue tentando. Não se pode mudar o mundo por um todo, mas ao seu redor as coisas podem melhorar, só depende de você. Separe um tempo para praticar o amor.

Ahh o Brasil…

Bom, talvez eu possa me contrariar um pouco nesse texto, porque são tantas informações de todos os lados, que às vezes me vejo perdida na minha própria opinião. Sei que ela não é grande coisa, mas talvez alguém possa pensar de modo semelhante… E antes que falem, quero deixar claro que não sou contra manifestações pacíficas, sou contra a divisão da população brasileira quanto os “sou a favor” e os “sou contra”. Acho que isso, no momento, é a pior coisa que deve-se fazer.

Pra começar, todo mundo sabe dos protestos que estão acontecendo no Brasil. É o que mais se discute nas redes sociais e na mídia em si, porque agora sim parece que o povo brasileiro “FINALMENTE ACORDOU” e está indo à luta pelos seus direitos (e isso é magnífico!). A sensação é de que a frase: “Verás que um filho teu não foge à luta”, do utópico hino nacional, começa a surtir efeito. E os movimentos vão se formando à cada novo evento no facebook, a cada imagem e status compartilhados.

Por outro lado, vem outra parte do povo brasileiro que é contra esse tipo de manifestação. Mostrando argumentos TAMBÉM VÁLIDOS de que sair nas ruas em busca dos direitos não é uma forma que vá mudar o país. Que a melhor forma de mudança é começar por si, começar no dia-a-dia, pelo crescimento de estudo das pessoas e o ingresso de pessoas realmente preparadas na política brasileira.
Daí chega o manifestante e pergunta “preparadas como? o governo não investe em escolas… não é por vinte centavos, é por educação também”

E assim, a briga continua… Um não querendo ver o lado do outro e ao invés da luta pelos nossos direitos, luta contra o que nos é oferecido pelos governantes e entre outras “lutas”, eu vejo que aos poucos, forma-se uma “nova batalha” entre os dois grupos. E assim, analisando ambos os lados, o único pensamento (talvez, utópico demais) que me veio foi: “Porque então não nos unir?”

Aquele velho ditado da “união faz a força”, sempre teve sentido pra mim. Porque não baixar a cabeça e VER AS COISAS BOAS DAS MANIFESTAÇÕES? (os vandalismos causados por minorias e casos à parte, tanto quanto desordem, não sejam levados em conta agora) Porque não ver que o povo realmente acordou? Porque não ver que o brasileiro saiu de casa pras ruas? Porque não pensar que o papel escrito com “fulano não me representa” transformou-se em cartaz? Porque não se orgulhar da luta pelos direitos? Porque não pensar como Kant e concordar que a verdadeira revolução não está no próprio processo revolucionário e não se a mesma tivesse ou não sucesso, pensar a importância do clima de revolução estaria viva no povo e pensar tudo isso como forma de progresso? Porque não se revoltar com os salários dos professores? Porque não se revoltar com a polícia, que ao invés de nos defender nos açoita? Porque não pegar de exemplo as grandes revoluções do mundo? A revolução faz a história e esse clima revolucionário realmente mostra que o Brasil está tomando a forma de um país onde o povo quer o que merece! Não era isso que teu professor de história te dizia toda aula? que o povo brasileiro era acomodado, que não ia à luta, que éramos alienados, que no “país tal” não funcionava assim…

Sim, isso seria perfeito se fosse o bastante pra mudar o Brasil.

Por outro lado, a boa mudança é feita com o tempo. A revolução se faz com mentes e mentes que PENSAM. Queremos mudar o país sim! Mas o país só vai mudar quando nós mesmos mudarmos. Quando a população deixar de ser acomodada e estudar realmente pro próprio crescimento do país, deixar de depender do próprio governo. Gente que veja os problemas do Brasil mais de perto e também lute para resolvê-los. Quando a verdadeira mudança deve começar no seu “Bom dia” na rua pro desconhecido. O problema do Brasil está sim, na educação que o governo não dá, nos hospitais, nos milhões dados na Copa e o nada dado ao povo… e se formos ver de perto? Porque não começar a ver a lixeira que está no próximo quarteirão, antes de jogar o lixo na rua? Porque não pensar no outro quando vai furar fila? E porque não ver aquele que está dormindo na rua e só quer ter o que comer? Porque não educar seu filho em casa pra que ele se torne um bom cidadão? Porque não cumprir a constituição do país? E porque não aceitar que a mudança começar de nós mesmos está certa, e que eu posso fazer minha parte se eu estiver em casa sendo um bom cidadão e fazendo meu papel, tanto quanto os que acham que estão nas ruas seja realmente importante?

Vamos parar de achar que só o pessoal que tá na rua é o pessoal que “PENSA”, é o pessoal que realmente luta e compra briga. O pessoal que PENSA, é aquele que aceita as diferenças de pensamento e tenta arrumar algum modo de isso realmente surtir efeito e revolucionar o Brasil. Às vezes parece cômodo demais colocar a culpa no governo e sair nas ruas, quando o Brasil em um todo precisa de uma reforma (e eu não estou defendendo governo nenhum aqui!). Precisamos de um reforma séria e de pessoas sérias para desenvolver tal papel, unindo forças. E eu acho que sim, a mudança, mesmo que seja lenta, está acontecendo nos últimos tempos e o que menos precisamos é de certas briguinhas quanto à opiniões e mais união e busca pelo direito, cada um como quer e claro, dentro das leis e da ética.

Planos, acaso e a caixinha de surpresa…

Chega a ser interessante toda vez que eu vou escrever aqui. Planejo o dia e a hora, o momento e o segundo, penso em cada frase que vou escrever, mas nunca consigo sair do primeiro parágrafo. Mais interessante é quando eu começo a escrever às 02:19 da manhã com milhares de frases e parágrafos em mente, tudo improvisado, tudo ao acaso e o texto sai do jeitinho que eu quero, embora o sono seja meu inimigo.

Isso me fez refletir o quanto fazemos planos para a nossa vida (às vezes, não só para a nossa).

Mal o ano termina e já estamos soltando as frases: “Esse ano que vem vai ser diferente!”, “Vou deixar de fumar!”, “Vou emagrecer!” e por aí vão planos e mais planos, metas e mais metas, frustrações e mais frustrações. Não que eu ache que traçar metas, planejar certas coisas seja perda de tempo, muito pelo contrário (sou até metódica demais), só acho que o imprevisto invade a nossa vida, e enquanto isso, nós estamos preenchendo a nossa agenda com algo que  nem sabemos que será possível realizar.

Planos são importantes quando eles não guiam a nossa vida e não nos frustram a cada meta não realizada, a cada assunto não resolvido.

Acho o acaso tão importante quanto os planos. Do acaso pode surgir um casamento, um emprego novo, uma amizade pra vida toda. O gosto do acaso é melhor. O acaso é o plano de Deus. É olhar depois de todo acontecimento e falar “A vida é realmente uma caixinha de surpresas, eu nunca imaginaria que isso pudesse acontecer”. O acaso é sinceridade.

Planejar tudo não é o suficiente pra ter a plena felicidade (se é que ela existe). Lidar com o acaso e com o imprevisto faz parte do crescimento, da maturidade, do conhecimento. Aprender a aceitar os planos falhos é fundamental. Enquanto nossos planos são desconfigurados, podemos observar como as pessoas ao nosso redor agem. No imprevisto que você conhece as pessoas de verdade.

Tudo planejado demais, tudo perfeito demais me soa falsidade. Prefiro mil vezes marcar de sair com alguma pessoa e não saber que roupa usar, em que restaurante ir ou que filme assistir. No acaso você conhece as pessoas de verdade, não há plano que sustente algo que elas não são, porque no acaso, se testa o temperamento de todos.

E se o futuro pudesse ser que nem como planejamos, que graça teria viver? E se a vida não fosse uma caixinha de surpresa? Certamente, planejar não teria graça…
A vida, mesmo que tenha de ser planejada no cotidiano, é algo que não temos controle. Aprender a lidar com frustrações e acasos também faz parte dela.

Faça 1 amigo homem

Esse post é bem diferente do que tenho escrito aqui, mas acontece que ultimamente muitas coisas em relação à minha amizade com meninos vem bombardeada de perguntas de “Qual o seu paquerinha mesmo?”, pelo simples motivos de eu ter aproximadamente uns 76.374.385.474,8 amigos homens…

Há quem diga que amizade de homem e mulher não existe, já eu sou a prova vida que isso não é verdade. Hoje em dia, as pessoas vivem uma chamada “síndrome da friendzone” (isso não é real, acabei de inventar), em que se você tem um amigo homem é porque ele está a fim de você e você não quer nada com ele.  E ainda com as teorias de que com certeza vocês estão juntos secretamente, ele é apaixonado por você  (vice-versa) ou que ele é gay. Essas são as três certezas que as pessoas tem sobre a amizade de um homem ou uma mulher.

Acho que se fosse assim, eu teria pelo menos uns 7 namorados e uns 8 pretendentes… não digo que depois de um tempo, amigos não possam começar a namorar, até porque né, gente, que tipo de pessoa namoraria um desconhecido total??? Mas isso não é regra pra toda amizade, até porque ser amiga de homem é muito mais fácil (e garotas, nem tentem dizer o contrário!!!).

Eu sempre gostei de “coisas de menino”, sei lá, de querer ser astronauta, sonhar em ter um filho homem, gostar de construir e desmontar coisas, brincar de lutas (aliás, lutar power rangers pela casa era o que eu mais gostava de fazer), mas tudo isso acontecia porque depois que eu montava minha casa de barbie, eu enjoava e corria pra ver desenho, brincar na rua ou jogar Super Mario World… e mais, cresci com meu primo Bruno e desde então tenho uma forte ligação com os meninos.

Todas as minhas amigas, sabem que são especiais pra mim e que se elas estão ali comigo, é porque são únicas, mas as mesmas sabem que com os meus amigos ninguém mexe. E se você ainda acha o contrário…

Vou listar alguns motivos de “porque ter 1 amigo homem”:

1. Eles não pensam igual a você (isso é importante).

2. Eles tem ciúmes de você, como se você fosse a irmã mais nova e nenhum cara é suficientemente bom pra você.

3. Eles fazem todos os favores que você pede (HAHHAHAHAHAHAH).

4. Sempre falam a verdade pra você (não tem aquela de “pode ser que dê certo né, amiga?  vc é linda vai dar certo”)

5. Eles tem um abraço confortante que parece que nada mais vai te atingir (no caso, substituem seu pai/namorado)

6. Topam tudo pra te deixar melhor nos piores momentos.

7. Aguentam todos os seus estresses e reclamações sobre HOMENS…

8. Você cuida deles como se todos eles fossem seus filhos.

9. Você finge que eles são seus namorados sempre que precisar.

10. HOMENS SÃO MAIS FÁCEIS DE LIDAR DO QUE MULHERES… (só isso já bastava hahahahah).

Claro que é difícil explicar pra toda a sua família que aquele cara é seu amigo, explicar pro resto do mundo que vocês não são apaixonados um pelo outro e muito menos que há casos de friendzone…Hoje em dia sou muito mais feliz e não consigo me ver sem meus amigos, muito menos sem Guilherme, Fernando e Caetano, por isso apoio a amizade entre homem e mulher, aliás, esse texto é pra vocês! (não sabia como terminar esse texto, então vai ser assim mesmo…)

ok, esse não precisa ler…

Esse texto realmente foi feito apenas para o desabafo…não queria me expor demais, mas quando eu estou nessas horas, prefiro desabafar por aqui, é muito saudável pra mim, escrever e chorar. Por isso, esse texto realmente não precisa ser lido, porque talvez ele não seja compreendido nunca.

Desde o dia 29 de novembro que eu não choro como estou chorando agora, desde esse dia eu resolvi mudar meu modo de ver a vida, meu modo de agir com tudo. Parei de ser tão ingênua em pensar que as pessoas são tão legais assim, ou talvez, eu fosse legal demais com elas…mas por incrível que pareça estou orgulhosa de mim.

Durante todo esse tempo tenho me mantido firme pra ajudar alguém, pra conversar com pessoas novas, pra levar uma vida diferente, com novos hábitos, novas pessoas/situações e tem dado certo. Mas não sou de ferro, eu sabia que minha hora de cair ia chegar a qualquer momento. Eu sabia que não dá pra ser “Iron Man” o tempo todo.

Mas o que me dá raiva não é cair, não é chorar, não é sofrer. O que me dá raiva é a injustiça da vida…seja na nota de redação do enem, como em todos os outros problemas. Tenho me mantido firme pra não perder meu tempo com eles, mas quando tudo dá errado, não tem como me autoajudar. Nessas horas, a única coisa que eu penso é como eu vou aprender com mais esse momento de tristeza.

Fico pensando que se a vida dá tantas voltas, qual é a volta que eu vou estar por cima? qual é a volta que dá certo? quando ela vai ser justa comigo?

Esses dias, estava conversando com um amigo meu e ele me disse palavras tão lindas (engraçadíssimas, mas lindas), que embora que não concorde com tudo, eu fico feliz por alguém falar isso:

“Vc merece uma massagem zeng chu para toda pessoa que vem desabafar com vc…Carol, pq vc é tão boa???????? E a vida não te agrada, não te dá um buque todo dia. Eu queria tanto ver, sei lá, tu com homem que tu deseja, com tudo que tu deseja… sei lá”

“Ai Davih, não sou tudo isso, mas eu to esperando…e ta demorando, espero que venha bem caprichado!!!”

“Olha ai, tua resposta! Otimista e humorista. Tu merece carol, tu merece ser feliz mas não por algo que tu deseje, mas por como vc vê a vida, isso é uma benção!!!”

Mas nem sempre fui tão otimista, adquiri isso com o tempo e o sofrimento, e como sempre, espero retirar um coisa boa de tudo que faço. Amo demais escutar os outros, melhor ainda é ajudar…você aprende junto com eles. Mas tenho um sério problema de pensar mais no outro que em mim e sofro demais por isso também. Penso mais nas pessoas do elas mesmas. E acho que é tudo isso que sempre me atinge. sei lá, hoje eu sinto uma mistura de todos os problemas que me perseguem, seja meu, seja dos outros.

Mas vou continuar aqui, esperando alguma coisa boa chegar, a preocupação com quem não merece ir embora, a injustiça se fazer justiça.

te amo, bom dia, luto e afins…

Se você é assíduo na internet, principalmente nas redes sociais, você já deve ter lido alguma frase como “eu te amo não é bom dia” ou qualquer coisa desse tipo. Mas não é só o “eu te amo” que é dito sem pensar, há muito mais por trás de um texto que você compartilha, na frase que você diz, no post que você defende.

Hoje, o Brasil passa por um triste momento em que mais de 200 jovens morreram em uma boate. Desde a tragédia, o que eu mais vejo nas redes sociais são as pessoas que tanto compartilham o post do “eu te amo não é bom dia”, compartilhando agora “LUTO”. E o que eu digo é: Luto não é bom dia.

Ontem era “LUTO – Santa Maria”,  hoje são as fotos da festa que foi ontem mesmo pro álbum “Momentos”. Por trás de um luto está a dor da mãe que perdeu o filho, da tia que perdeu o sobrinho, dos avós que choram a morte dos netos, dos amigos que perderam alguém especial. Luto é algo sério. Eu poderia listar aqui inúmeros casos onde muita gente ficou de luto e hoje em dia não lembra nem o dia do acontecimento…quantos não ficaram de luto pelo menino João Hélio? quantos não ficaram de luto por Isabela Nardoni? Quantos ainda lembram o dia que aconteceram os acidentes? Quantos choraram no Natal por essas crianças?

O que eu venho dizer não é que você tenha que ser uma pessoa fria, que não deva compartilhar sua “dor”, sua revolta, seus pêsames, mas não acho que LUTO. Esse cabe às famílias que lembrarão dos filhos na páscoa, no natal…mas não a você. Luto cabe aos amigos que não poderão marcar o filme com a turma porque muitos morreram…mas não a você. Você não está de luto, você não lembrará daqueles que morreram em datas festivas, você não passará algum tempo sem dormir, você não terá lembranças…agora não é hora de colocar “LUTO” no seu status, mas sim a hora de tentar ajudar em algo, de quem puder, ajudar aos que realmente estão de luto, a ser solidário.

Ficar compartilhando “luto” em rede social e no dia seguinte as fotos da festa que você foi a noite é quase um desrespeito por aqueles que passaram a noite chorando pela dor de perder alguém querido ou até a mesma coisa que dizer “eu te amo” pra alguém que conheceu há 2 dias. Ao invés de luto, ajude aqueles que precisam como você pode.

spend more time…

Ultimamente tenho andado atrás de músicas que me fizessem refletir sobre a vida,  o momento, o tempo. Nunca gostei de mudança, o novo sempre me foi estranho e quando algo ficava diferente lá estava eu reclamando. Mas dessa vez, eu incrivelmente fui a mudança. Me permiti conhecer coisas novas, viver coisas que eu antes achava perca de tempo.

De repente, lá estava eu assistindo aos capítulos das novelas, lendo entrevistas de pessoas diferentes, lendo sobre a vida de pessoas que passaram por muitas coisas na vida, escutando músicas animadas demais pro meu estilo, rindo de coisas que antes não eram engraçadas ou jogando um joguinho qualquer e isso estava me fazendo bem, estava me fazendo feliz.

Descobri que o presente que eu vivia era na verdade o meu passado. Não que eu tivesse que abandonar todos os meus gostos antigos, mas aceitar os novos e o melhor de tudo, eu aprendi muito com tudo isso!  Mas não foi fácil aceitar a nova “Carol”, volta e meia me perguntava se não era muita perda de tempo e quando mal terminava o pensamento já tinha a resposta: “não acho que eu esteja perdendo tempo quando estou aprendendo com tudo isso”.

Pois é, como eu aprendi! Aprendi que eu levava a vida tão à sério antes. Qualquer problema sem solução era o fim do mundo, qualquer coisa que dava errado era sempre comigo, qualquer errinho a culpa era minha…eu não via coisas boas em nada, era uma pessoa completamente negativa e que desperdiçava o tempo pensando em qual seria o próximo problema a ser enfrentado, esquecia de viver o presente, de viver as coisas boas que eu não enxergava.

Passei a valorizar ainda mais os meus amigos e minha família, a analisar o modo de vida das pessoas nas entrevistas e retirar coisas boas dos pensamentos de vida que elas tinham, passei a rir até com piadas de novelas e a balançar no ritmo  das músicas que antes estavam fora do meu repertório.Hoje sou mais feliz, não por não dar tanta importância aos problemas, mas por não perder  muito tempo com eles. Os problemas são importantes, eles nos fazem crescer como pessoas e a ter maturidade, mas quem foi que disse que só eles nos ensinam?

Deixei de passar a maior parte do meu tempo entendendo o que eu não conseguia entender, de ir à procura de alguém, de falar apenas dos meus problemas ou como a minha vida é complicada… deixei de passar a maior parte do meu tempo reclamando ou detestando todos os meus dias.

Hoje passo mais tempo vivendo, amando, ouvindo o que as pessoas tem pra me ensinar, respeitando, fluindo e “desperdiçando” meu tempo sendo feliz…

As aventuras de Carol

Hoje fui assistir ao filme “As aventuras de Pi”, mas não vou falar sobre ele, na verdade, vou falar sobre algo que nem sei ainda. Pois é, o filme é interessante! Hora cansativo, hora prende toda a sua atenção, mas em resumo o que me motivou a escrever foi uma parte que me tocou em especial, algo que me fez ver tudo com outros olhos e outra maneira. Vou tentar resumir o filme com a minha visão e acho que com outro ponto de vista também até que vocês possam entender o que eu quero dizer (se isso for possível).

Pi é um garoto indiano que segue três religiões, mas pra ele pouco importa suas religiões, o que importa é Deus e o seu filho, Cristo. Durante o filme, ele revela  para um jornalista ateu que gostaria de escrever um livro, a história de como sobreviveu a um naufrágio acompanhado de um tigre de bengala. Já no fim, Pi conta ao escritor que como o único sobrevivente, teve que dar depoimento de como tudo ocorreu para a perícia e principalmente a causa do naufrágio. Após toda a inacreditável história contada, pediram-lhe que ele contasse outra história, a “história real”, ou seja, algo que fosse acreditável e que pudesse ser escrito e aceitável, sem animais, ilhas e muito menos tigres, queriam algo com razão. Então o garoto inventa outra história, algo aceitável de como ele sobreviveu. Pi fala ao jornalista “você escolhe em qual história acreditar”, após uma curta análise sobre as duas histórias conclui “melhor a história do tigre” e Pi conclui,  “assim é Deus”.

Voltei pra casa pensando na frase “assim é Deus”, concluí que quando Pi fala “ASSIM É DEUS”, ele queria dizer que temos algo com histórias “inacreditáveis”, a Bíblia, mas que muitas pessoas precisam de algo racional, algo aceitável e acreditam em outra história. Chamou minha atenção que em todo momento, Pi deixou o jornalista livre para o que ele queria que fosse publicado e assim é Deus, Ele nos deixa livres para acreditar ou não em Sua palavra, ele nos dá o livre arbítrio. Bom, é difícil falar sobre isso não gostaria de falar sobre Deus, sobre o que eu acredito, sobre ateus, sobre o filme. Vou falar sobre respeito, mas com o foco em algo que me tira do sério, que é a falta de respeito com religiões em geral.

Falta de respeito com qualquer coisa é algo que me chateia. Mas falta de respeito em algo que é sagrado a outra pessoa me tira COMPLETAMENTE do sério. Não tô falando de ateu, eu tô falando de gente que não sabe respeitar. Hoje em dia, vivemos em um mundo cheio de religiões, mas às vezes, a falta de respeito ultrapassa todas elas. É padre condenando ateu, ateu fazendo piada com Deus e os cristãos, evangélico quebrando santos da igreja católica, outros queimando budas e por aí vai e eu sempre me pergunto: ONDE ESTÁ O RESPEITO?

Não acho certo de modo algum faltar com reverência com algo que pra outra pessoa seja sagrado. Se não é pra você, ao menos respeite para ser respeitado. Não se pode provar a existência de Deus, mas também não se pode dizer que Ele não existe. Nenhum ser humano é dono da razão e cada um tem o livre arbítrio para acreditar no que deseja e sem que isso possa ser uma forma de “zoação”. Outro tipo de coisa que me tira do sério são pessoas que se aproveitam da fé das outras. Gente que cria igreja com outros intuitos, igreja para muitas pessoas é um lugar sério, um lugar de paz, um lugar onde elas buscam se encontrar com Deus um pouco mais perto, mas infelizmente o desrespeito à isso faz com que hoje muitas pessoas tenham a visão deturpada de igreja e pior, homens dizendo à Deus como Ele tem que ser ou agir.

Eu acredito em Deus, tenho minha vida com Ele. Acredito que nada veio do acaso e que se até hoje a história de Jesus é anunciada e que até hoje ele ganha seguidores, ele foi o ser humano mais inexplicável que já se existiu! Amo a ciência de modo inacreditável também, mas o que eu busco em minha vida é fazer a diferença como ele fez…Ser alguém que aja como ele agiu, alguém que possa ser referência, não para ter reconhecimento, mas para ter um vida melhor. Tenho amigos ateus sim, os respeito e sou respeitada da mesma maneira. Acho que o maior ensinamento de Jesus foi o respeito e o amor ao próximo, tanto por andar com todos os tipos de pessoas e suas respectivas crenças quanto nos deu o livre arbítrio.